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BC: "UM BASTA contra a violência infantil"!

10.10.12

selo BC violência infantil

À convite da Francisca do blog Minha Princesa Sophia e da Marcella do Blog Mon Maternité estou participando desta BC sobre um assunto bem polêmico: violência infantil.

Eu chorei assistindo o vídeo do bebê sendo torturado, pois aquilo foi tortura. Um inocente que não pode se defender. Se fosse com meu filho não sei o que faria (na verdade sei o que gostaria de fazer com aquela mulher).

Sei que tem uma lei tramitando proibindo a palmada, mas não sou totalmente contra a palmada, desde que seja dada da maneira que acho adequada: no bumbum e não precisa ser com força mas deve fazer efeito que é dar limite à criança e também não precisa ser usada o tempo todo.

Trabalhei em várias creches e nunca maltratei ou machuquei “meus filhos” pois os considerava assim, os amava (ainda amo mesmo não convivendo mais com eles) e fazia tudo para serem felizes.

Numa das creches que trabalhei havia uma tia (naquela época éramos todas chamadas de tia) que maltratava os maiores. Eu vi acontecer uma vez: ela deu um chute num menino de 5 anos (ele realmente era terrível mas não justifica). Infelizmente não contei para ninguém porque também tinha medo dela.

Fiquei 5 semanas trabalhando 6h (por dia de segunda à sábado) cuidando sozinha de cerca de 20 à 25 crianças de 2,5 a 3,5 de idade para dar lanche, dar banho, dar anta e brincar muito. Apesar do desafio ser grande nunca precisei gritar, bater. Minha MII (emi tchu como eu chamava) era muito comportada. Com amor conseguia que eles cooperassem e ainda me ajudavam a arrumar e vestir uns aos outros.

Tive turmas mistas com bebês e crianças maiores com 4 e 5 anos e usava o método (para os que já entendiam) que a Super Nani me copiou (rsrsrsrs) deixar sentado pensando sobre o que fez. Funcionava muito bem e é o que vou usar com o Matheus. Nada de bater, sacudir, gritar…

Já percebi que ele me entende, tem 1 ano (completou dia 06/10) e quando digo NÃO . me olha e dá um sorrisinho sapeca!!! O jeito é manter a cara séria para que ele entenda que não estou brincando (ás vezes é difícil).

Para cuidar de crianças você ter que amá-las, não é um trabalho qualquer, não tá lidando com objetos e sim com um ser humano miudinho ainda mas que levará tudo que viveu para toda sua vida.

Minha mãe foi mãe solteira durante 4 anos, depois conheceu meu padrasto e quando eu tinha 6 anos nasceu meu irmão, meu pai mudou comigo e minha mãe também. Por qualquer motivo eu apanhava dos dois. Levei muitas surras, lembro de várias. Parei de apanhar quando sai de casa aos 24 anos. E só pra constatar eu não era tão terrível não…respondia muito mas apanhei bem mais que merecia.

Por tudo que vivi com estas crianças e pela minha infância sei que bater será minha última opção (pretendo não bater). É possível fazer uma criança te obedecer, desde que haja respeito, amor, confiança. Claro que se perde a paciência mas respire fundo, conte até mil se precisar. Bater não vai tornaá-lo obediente e sim com medo de você, eu vivi isso. Morria de medo do olhar da minha mãe. Não sei se superei. Sempre tive medo de ser como ela. Espero que não, que eu seja uma pessoa melhor que isso.

Que não tenhamos mais que ouvir falar destas atrocidades, que toda violência infantil seja extinta do mundo!

Faça sua parte, pense bem no que vai fazer, trate à todas crianças com o amor e respeito que elas merecem.

11 comentários:

  1. nossa,amei,ate me emocionei ao ler
    http://alicealexiapassosguedes.blogspot.com.br/

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  2. Que maravilhoso poder ler o texto de alguém que viveu o outro lado e sabe que pode explicar, mas não justifica agredir uma criança!

    Quero agradecer sua participação, muito obrigada!

    Parabéns pelas palavras e obrigada por compartilhar sua experiência conosco! Muito obrigada mesmo!

    Beijos, Má
    www.monmaternite.com

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  3. Obrigada pela visita, volte quantas vezes quiser ao meu cantinho. também estou seguindo você,seu filho é fofo dmais!!

    Beijinhos no coração e bom restinho de semana.

    Aline

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  4. Legal você se abrir e falar da sua experiência. Também não quero a opção de bater.

    Beijo!

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  5. Foi muito bom ter falado sobre esse assunto né amiga!
    Todas juntas somos mais fortes!
    Seu texto está ótimo e eu nem sabia que vc ja tinha dado aula!!

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  6. Agredir uma criança dessa maneira pra mim é um absurdo, nao sou totalmente contra palmada, mas so usarei em ultimo caso!!

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  7. Eu sempre admirei o profissional de creche- e relmente foi uma pena vc não ter dedurado a colega violenta, mas entendo as suas razões! Tem gente que vai trabalhar com crianças só porque foi isso que " sobrou". Pessoas que trabalham com crianças precisam ser como vc!
    Amei o texto: e sobre o vídeo de tortura a bebês eu nem tive coragem de ver: nem este, nem outros! Não aguento não...
    BJ e Boa semana! Parabéns pelo Top Five!

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  8. Nossa me emocionei... Com certeza bater é a última opção, mais tem vezes que é necessário... Com certeza vc é uma mãe maravilhosa, que pensa no que é melhor para o lindo Matheus... Amei sei post. Merecido estar no Top Five... Bjs
    Vivi e Isaac
    http://isaacparasempre.blogspot.com.br/

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  9. Eu acredito que deve haver correção sim,ate a própria biblia ensina,porem tudo há um limite há mtos que batem no momento de raiva e extrapolam.Bjs

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  10. OI Roberta, a sua participação e abordegem para assunto tão constrangedor e difícil foi ótima.
    Muito merecido estar no Top Five do Recanto.
    beijos
    Chris
    http://inventandocomamamae.blogspot.com/

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  11. Texto incrível... apesar de ter sofrido com a violência vc trouxe uma bagagem pra sua vida e pra convivência com os outros de coisas boas, de preparação, amor e cuidado... vc sempre surpreendendo.
    Bjss

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